3 de Março de 2012

Resumo da Assembleia Popular da Graça e arredores – dia 3 de março de 2012


Este resumo está aberto a modificações por parte das pessoas que estiveram presentes na assembleia de maneira a tornar mais claro e autêntico o abaixo descrito


A assembleia decorreu no Largo da Graça, em frente ao quartel dos bombeiros, e começou (um pouco atrasada uma vez que se esteve à espera de algumas pessoas). Quinze pessoas mais o menos assistiram a assembleia que depois de uma breve apresentação de cada um, decorreu seguido a ordem de trabalhos estabelecida na última assembleia.

 

 

1) Apresentação da Assembleia


L. e B. fizeram uma breve apresentação da Assembleia e uma folha de presenças para recolher os contactos foi passada.

 

 

2) Apresentação dos grupos de trabalho


  • CRIAS :

V. apresentou o grupo e os objectivos dele. Falou do primeiro evento do CRIAS, o conto encenado que ia decorrer o dia, 4 de Março, as 15h no ATLA, e distribui flyers desse evento. Também  presentou a auto-organização de baby-sitting entre o rede de pais.


  • Horta e Espaços Abandonados:

F. apresentou esses 2 grupos e os objectivos deles. Falou de sítios já visitados para desenvolver possivelmente horta colectiva, e também  de documentos partilhados por companheiros da junta de freguesia da Penha da França, que listam os edifícios abandonados que pertencem a câmara municipal e a privados. Os grupos reúnem na próxima quarta-feira (horário e local fixos todo as semanas), às 19h30, no Vox (bar da Voz do Operário).

 

 

  • Comunicação

I. apresentou o grupo e as actividades do grupo comunicação, entre as quais a realizações do jornal de parede Tem Graça (o nº2 acabo de sair nas ruas!), a Colheita de Sonhos (com vista à recolha dos interesses e sonhos das pessoas do bairro da Graça e arredores) e o blog. O grupo reune na próxima quarta-feira (horário e local fixos todo as semanas), às 19h30, no Vox.


  • Consumo Sustentável


V. falou do grupo consumo sustentável que está a estabelecer contactos com alguns produtores locais de agricultura biológica, para se criarem cabazes de legumes e frutas (para começar), avaliar a disponibilidade destes pessoas, os produtos, os preços e a viabilidade da relação, bem como avaliar as possibilidades de um espaço onde os produtos seriam alocados para a sua entrega.

A primeira reunião esta marcada para terça feira, dia 6 de março, às 18h, no espaço SOU para partilhar estas informações e começar a distribuir tarefas para chegar a criação de uma rede entre produtores locais, que possam abastecer a preços económicos e pessoas interessadas neste tipo de consumo.


3) Debate da Proposta de Funcionamento da Assembleia da Graça

Não foi possível debater esta proposta porque muitas das pessoas que tinham conhecimento desta proposta (por estarem envolvidas na assembleia e/ou participarem na mailing list) faltaram à assembleia. Além disso o documento da proposta não estava disponível no momento da assembleia e é preciso leitura e reflexão antes que qualquer verdadeiro debate pode acontecer. Por isso foi decidido debater esta proposta na próxima assembleia, e sugerido:

– que cada um leia a proposta antes da próxima assembleia para poder discutir-a;

– de preparar um painel com um resumo com indicações simples para explicar como a assembleia funciona (lógica horizontal, assembleia aberta a todos, consenso, como intervir…). A I. propus de preparar este material para a próxima assembleia.


4) Ponto – Assuntos do momento

Iniciou-se um debate em resultado da presentação do grupo de trabalho Horta e Espaços Abandonados.

Primeiro várias pessoas chamaram à atenção sobre a importância de distinguir edifícios abandonados públicos e privados. Alguns sugiram a pertinência maior em desenvolver actividade prioritariamente sobre os edifícios abandonados públicos e não privados.  Isto, em primeiro lugar, porque se são públicos são bem-comum e isso pode dar legitimidade a nossa acção. Segundo porque os proprietários podem oferecer mais resistência em partilhar um espaço que é deles mesmo se não o usam, o que poderia fazer surgir tensões não desejáveis.

Por outro lado, falou-se sobre a possibilidade da existência de proprietários possivelmente interessados em ceder um espaço privado que não conseguem dinamizar sozinhos. Neste caso faltam-nos os contactos para saber se existem e quem são estes proprietários.

Também foi notado que de qualquer forma, tanto para os espaços abandonados públicos do que privados, é sempre muito importante de falar com os moradores e vizinhos do espaço para evitar mal-entendidos, resistências e confrontos inúteis; da mesma forma que o ideal é tentar envolver essas pessoas na actividade e no projecto colectivo.

Em relação aos edifícios abandonados, foi discutido que a lei portuguesa parece permitir a ocupação de espaços públicos abandonados depois de 5 anos se e para desenvolver projectos colectivos. Em particular C. que está envolvida na Es.Col.A. do Alto da Fontinha no Porto falou do caso desse espaço e propôs-se a enviar documentos em relação a essa lei.

Finalmente P. falou de uma ideia de um trabalho fotográfico sistemático com vista a se fazer um inventário dos edifícios abandonados públicos usando imagens e expondo-as nos bairros. P. propôs enviar o contacto de uma pessoa que poderia estar interessada em tirar estas fotos e disponibilizá-las à assembleia popular da Graça e arredores.


5) Outras propostas a debate

  • Espaço da Criança 12M

I. apresentou a sua proposta, enviada para a mailing list no dia 1 de Março, que se refere à participação da assembleia popular nos protestos internacionais do dia 12 Maio. A ideia é participar de uma maneira que vá de encontro as actividades já desenvolvidas pela assembleia popular da Graça, e à rede do CRIAS em particular. I. falou sobre a importância da assembleia e de outros colectivos de se prepararem bem e antecipadamente para o dia 12 de Maio. Também disse que podia conseguir ter material especial para desenvolver a sua proposta como uma tenda grande…

Foi discutido que vai acontecer um encontro dia 24 de Março (em Lisboa, em hora e local a definir) organizado pelo Paulo Raposo e o Nuno, onde seria bom de falar desta proposta, principalmente porque pelo momento não há coordenação nenhuma, e se calhar há um risco de dispersão e diluição das acções neste dia que poderia resultar na não visibilidade do protesto.

Como esta proposta precisa de mais trabalho para ser concretizada, será discutida na próxima assembleia. Entretanto, I. tentará fazer o levantamento do material, estrutura, actividades e pessoas interessadas em fazer acontecer a mesma.


6) Definição da ordem de trabalhos para a próxima assembleia dia 07/04/2012 as 15h no JARDIM da GRAÇA (lugar mais calminho para as pessoas se poderem ouvir mais facilmente)
Foi sugerido continuar a usar a mesma estrutura:

– Apresentação da Assembleia

– Passagem da folha de presenças para recolha de contactos

– Apresentação dos grupos de trabalho

– Propostas dos grupos de trabalho a debate

– Debate da Proposta de Funcionamento da Assembleia da Graça

– Debate da Proposta de Espaço da Criança 12M

– Ponto de assuntos do momento

– Outras propostas (individuais ou não) a debate

– Definição da ordem de trabalhos para a próxima assembleia


Nota 1: Pede-se a todos que levem cópias das propostas a apresentar mas que também as coloquem online (na mailing list) o mais depressa possível. Isto para que haja tempo de reflexão e preparação de forma a depois agilizarmos o processo.
Nota 2: Como vamos fazer a assembleia no jardim da Graça, convidamos todas as pessoas que tenham em casa banquinhos, almofadas ou mantas velhas para os levarem.
A ideia é que estejamos todos confortáveis e que mais gente que queira juntar-se a nós o faça com a maior comodidade.
O mesmo se aplica ao “chop-chop”, se alguém quiser levar chá, bolinhos ou outras iguarias, será com certeza muito bem-vindo.
Nota 3: Durante a assembleia o  A. estava a distribuir flyers que apresentavam a assembleia popular da Graça às pessoas que estavam a olhar para nós durante assembleia, e poderia ser uma boa ideia de repetir isso para próxima assembleia.
Ou seja, ter sempre alguém a prestar atenção às pessoas que se aproximam e a estabelecer contacto com elas.

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