6 de fevereiro de 2012

(Este resumo está em construção e pede-se aos presentes nesta assembleia para juntarem a este texto os resumos dos respectivos grupos de trabalho e, caso tenham sugestões de alteração do texto original, referentes à parte da assembleia em que estivemos todos reunidos, as coloquem por debaixo dessa citação/parte usando uma outra cor)

Resumo da Assembleia Popular da Graça – dia 6 de fevereiro de 2012

I. 1ª parte

A assembleia começou por auto-organizar-se em grupos de trabalho. Foram criados e trabalhados os seguintes temas: Horta, Consumo Sustentável, Crias/Cinema Documental, Comunicação e Espaços Abandonados.

Segue abaixo o resumo destas dinâmicas por parte de cada um dos grupos:

Grupo de Trabalho “edificios abandonados” (nome ainda não definido)

Foi a primeira conversa do grupo, que vai-se encontrar todas as 2°feiras às 18h30.

Para a próxima reunião, a ideia é que cada um traga mais informações (se as tiverem) de forma a se avançar a primeira proposta.

Cada pessoa do grupo partilhou a seguinte opinião: a quantidade de edifícios abandonados na cidade é uma situação absurda.

– O que fazer ? Na conversa, entre muitas outras coisas, o grupo exprimiu ideias concretas para iniciar a reflexão : (Isto é só um início, aberto a comentários, ideias, etc.!)

1. RECOLHA DE INFORMAÇÕES para saber do que falamos, porque nenhum de nós é especialista.

– Mapa interactivo

Todos estão convidados a participar.

A ideia é marcar os edifícios abandonados no mapa, com informações relevantes caso estas estão disponíveis (ex.: edifício público/privado, desde quando está abandonado e até quando – se for para demolição ou re-habilitação futura, …)

Seria um mapa “googlemaps” (enquanto não temos alternativas), centrado na Graça e arredores, mas se possível mas sem os limites geográficos do bairro. Seria interessante também imprimir um grande mapa do bairro e arredores.

– O que já se faz, se pensa ?

Algumas pessoas do grupo têm um exemplo de iniciativa, em Portugal ou num país estrangeiro, que tenta encontrar soluções para o problema (ex.: pressão política para fazer evoluir a lei, ocupação legal ou ilegal para questões de sobrevivência ou um projecto socio-cultural, …).

Seria interessante conhecer ainda mais o que se está a fazer lá fora para abrir as nossas referências, então a ideia é de continuar a pesquisa de informações sobre as iniciativas existentes.

2. ORGANIZAR UMA VISITA TEMÁTICA (quando se tiverem muitas informações sobre o bairro e a problemática em geral)

Surgiu a ideia de organizar uma visita temática ao bairro centrada na questão dos edifícios e terrenos abandonados, aberta à todos, para partilhar o que aprendemos, chamar a atenção das pessoas que encontramos no caminho,  ter a opinião dos que nunca ouvimos, …


Grupo da Crias

No grupo de Trabalho Crias começámos por fazer as apresentações pessoais e do que se pretende.

Novas ideias foram discutidas e avaliado o que tinha ficado combinado na semana anterior (nomeadamente no que se refere ao local para realizar a primeira reunião entre todos os “CRIAS”).

Depois de analisadas e discutidas as propostas ficou decidido que:

– na sexta-feira (10/02) vamos conhecer o espaço da ATLA (Associação de Tempos Livres de Alfama), para podermos pensar nas actividades que aí se poderiam propor / organizar (vamos também fazer fotos para que o resto do pessoal, possa perceber as potencialidades do espaço);

– no domingo (12/02) vamos fazer a primeira reunião com todos os interessados (e eventualmente as respectivas crias), no espaço Sou às 15h (a Vânia ainda tem de confirmar se pode ser lá). Para tal iremos enviar um email / convite para a mailing list do CRIAS (e tb da Transição e Assembleia Popular da Graça).

– ficou ainda pensado fazer-se um primeiro dia de convívio / actividades em que cada um de nós pensaria em propor uma actividade a desenvolver / ou em colaborar na sua implementação, para preencher o programa do dia. Isto será falado na primeira reunião (12/02).


Grupo de Comunicação

Falou-se principalmente de duas actividades já em desenvolvimiente:

1) Colheita de sonhos:

Este evento decorreu-se nos dias 27 e 28 de Janeiro no largo da Graça (ver a proposta no blog). Os sonhos dos moradores do bairro que recolhamos foram gravado num ficheiro google doc partilhado. Nas próximas semanas pensamos fazer a balance desses sonhos e tentar perceber mais qual são os desejos dos habitantes da Graça. Mas já sai claramente que os principais temáticas que surgiram eram : os transportes, as actividades, a reabilitação urbana, e os espaços verde e para crianças.

Ainda não se sabe bem como vamos usar essas informações. A discussão ainda fica aberta, mas já foi sugerido de fazer uma instalação artística com as nuvens onde as pessoas escreveram os seus sonhos.

2) Jornal de parede nº2:

Foi decidido que os artigos que queríamos colocar no próximo número do jornal de parede serão:

  • Um artigo sobre as iniciativas do grupo de trabalho CRIAS

  • Um artigo sobre a situação da escola da Graça em contentores atrás do posto de bombeiros.

  • Um artigo sobre uma alternativa no bairro: a Transição

  • Um testemunho dum de nós sobre “viver na Graça” e “participar na assembleia Popular”

Próxima reunião do grupo de trabalho Comunicação à segunda-feira 13 de Fevereiro, às 18h30, no Vox da Voz do Operário. Mas os participantes ainda não chegam a um consenso em relação ao dia e ao horário de encontra deste grupo de trabalho.

Grupo do Consumo Sustentável

(a preencher pelo grupo)


Grupo das Hortas

O grupo de trabalho das hortas começou por realizar um ponto situação dos locais já contactados para estabelecer uma horta. Nesse sentido já tinham sido contactadas alguns espaços nas freguesias dos Anjos e Penha de França e ainda estávamos a aguardar respostas sobre a possível utilização dos mesmos.

Também foi contactada a horta de Senhora do Monte. Neste espaço nos indicaram uns horários onde podemos ir e contactar diretamente com as pessoas responsáveis (2ªF Tarde e 4ªF e 6ªF Manha). Nesta horta nos ofereceram já a possibilidade de participar com eles dos trabalhos que já estão em curso para ir aprendendo como é o funcionamento das hortas populares.

Numa segundo fase falou-se sobre que tipo de espaços consideraríamos viáveis para instalar uma horta e que tipo de objetivos teríamos para a mesma.

As primeiras ideias a surgir foram:

– pensar na horta como um espaço de convívio dos participantes

– que dei suporte para que as pessoas mais idosas possam trocar e transmitir o seu conhecimento sobre agricultura com os mais jovens

– um lugar de experimentação para que as crianças possam vir a aprender brincando com a terra

– que o que seja produzido possa ser aproveitado para organizar celebrações comunitárias como podem ser almoços populares.

Falou-se também da experiencia noutros lugares onde as hortas urbanas foram instaladas em espaços cimentados e para resolver a situação utilizaram caixas com terra.

Ficou combinado que o grupo voltara a reunir-se na próxima 2ªF as 18:30 e que ao longo da semana se tentará obter respostas dos espaços já contactados e iniciar o contacto com a horta da Torre da Eira (por traz das Torres da Eira na Penha da França) para ver que possibilidades existem nesse espaço.


II. 2ª parte

Após esta primeira parte da assembleia organizada em grupos, todos os participantes voltaram a reunir-se e foi feita a proposta pela L*, que estava a moderar informalmente os trabalhos, que discutissemos em primeiro lugar quando seria a próxima reunião e se a periodicidade das assembleias deveria mudar (tendo em conta que os grupos de trabalho se poderiam reunir com uma frequência maior).


Com este debate o T* expôs a questão da identidade do grupo de Transição, dizendo que algumas pessoas que antes trabalhavam neste grupo tinham agora oposições a uma colaboração com a Assembleia Popular da Graça e arredores. Segundo T* em causa está uma perda de identidade de um grupo que pertence a uma rede nacional e internacional.

A partir deste momento, quase todas as pessoas participaram no debate dizendo qual era a sua opinião sobre o assunto, não se tendo chegado a nenhuma conclusão sobre qual é a identidade dos dois grupos e como se pode resolver este dilema apresentado pelo T*.

Entre as propostas sobre o funcionamento da assembleia (periodicidade e horário), avançaram-se as seguintes:


1. Assembleia Popular mensal em lugar público, com reuniões dos grupos de trabalho à segunda-feira no Vox (no mesmo horário, 18h30)

2. Assembleia Popular mensal (data e hora a definir), reuniões dos grupos de trabalho com data e horas flexíveis consoante o interesse de cada grupo

3. Assembleia Popular mensal e reuniões dos grupos de trabalho às terças-feira, 18h30, com vista a que as pessoas do grupo de transição que antes vinham a este horário possam se sentir motivadas a participar.

4. Assembleia Popular todas as semanas, organizada com dinâmica de grupos de trabalho durante a primeira hora da reunião e plenário durante a segunda (à semelhança desta assembleia de 06/02)


Uma vez que não se chegou a nenhum consenso ficou que a próxima assembleia volta a ser às 18h30, na segunda-feira, no bar Vox da Voz do Operário e que até lá estas propostas de horário e data devem ser analisadas por todos para que o tema seja debatido na próxima reunião e decidido qual a proposta que avança.

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